Home Destaque Jornalista Luís Nhachote leva décadas de investigação para a aldeia global

Jornalista Luís Nhachote leva décadas de investigação para a aldeia global

Por: Paulo Manjate

O premiado repórter moçambicano lança site pessoal para arquivar memória profissional, vender livros electrónicos e aproximar-se de uma audiência sem fronteiras. “Saber não ocupa lugar”, lembra.

Há mais de vinte anos que o nome de Luís Nhachote atravessa redacções e fronteiras. Passou pelo Savana, pelo Canal de Moçambique e pelo Zambeze. Colaborou com o Mail & Guardian, com a unidade de investigação do amaBhungane, na África do Sul, e com a Al Jazeera. Investigou crime organizado, indústrias extractivas, poder e política. Acumulou prémios, memórias e uma certeza: era tempo de levar esse património para a montra global.

Foi assim que nasceu luisnhachote.com, o novo endereço digital do jornalista moçambicano. O site, que acaba de entrar no ar, funciona como portfólio, arquivo histórico, vitrine de livros electrónicos e ponto de encontro com leitores dos cinco continentes.

“Senti-me motivado a criar o meu website para ter na montra global o meu portfólio e também para vender os meus livros no formato electrónico”, explica Nhachote, em entrevista à COMARP.

Acervo diversificado

Quem navegar pela plataforma encontrará um conjunto variado de materiais. Artigos de opinião, análises aprofundadas, reportagens investigativas que marcaram a carreira do repórter e registos de uma trajectória construída com método e coragem.

“Terei vários conteúdos, desde opinião, análises a artigos investigativos”, adianta.

O público-alvo não tem endereço fixo. É a aldeia global. Nhachote quer falar com qualquer pessoa que tenha um dispositivo ligado à internet, mas não esconde a aposta na comunidade lusófona. O português é a língua principal, mas o site reflecte também o trânsito do autor por outras geografias e idiomas, fala francês e inglês, e já trabalhou em diversos países.

Projecto artesanal

O desenvolvimento do site teve uma assinatura quase artesanal. Foi um projecto individual, concretizado com o apoio de um jovem recém-formado em informática. A equipa reduzida não impediu a ambição. Nhachote já prepara a integração de mais conteúdos multimédia, incluindo vídeos das suas participações em debates televisivos.

“Tenho na forja o plano de integrar conteúdos multimédia, alguns já lá estão”, revela.

A ideia é transformar o site num espaço vivo, em actualização permanente, e não apenas num arquivo estático. “Este site mostra e preserva parte da minha trajectória e funciona como meu cartão de visita”, resume.

Apesar de ser uma plataforma pessoal, o site não virará costas aos leitores. Haverá espaço para interacção, comentários e ligação com redes sociais. Nhachote quer ouvir quem o lê, trocar impressões, alimentar o debate. O jornalismo que pratica sempre dependeu do confronto de ideias e da escuta atenta.

Convite à navegação

A mensagem de estreia para quem visitar o site pela primeira vez é simples e carregada de sentido. Nhachote recupera um provérbio popular e adapta-o à era digital:

“Que aproveitem o máximo. Saber não ocupa lugar, alguém já disse isso.”

A frase funciona como síntese do projecto. Num tempo de ruído, desinformação e desconfiança, o novo endereço de Luís Nhachote oferece aquilo que ele melhor sabe fazer: informação credível, investigação séria e histórias que ajudam a compreender Moçambique e o mundo. O site já está no ar. O saber, esse, não ocupa

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