Home Destaque Ruanda faz história com o primeiro táxi aéreo e autónomo em África

Ruanda faz história com o primeiro táxi aéreo e autónomo em África

Texto: Alberto António

Nos “céus” de Kigali, durante a Cúpula de Aviação da África de 2025, Ruanda apresentou ao mundo o primeiro voo público de um táxi aéreo autónomo no continente, um marco simbólico e tecnológico que reforça a sua posição como referência em inovação e desenvolvimento sustentável.

O protagonista deste feito foi o EHang EH216-S, uma aeronave eléctrica de decolagem e aterragem vertical, concebida para transportar passageiros sem qualquer piloto a bordo. Com dois lugares, totalmente eléctrica e silenciosa, a aeronave elevou-se até cerca de 100 metros de altitude, deslocando-se com precisão e autonomia, perante o olhar atento de líderes governamentais, especialistas da aviação e convidados internacionais. Entre os presentes estava o Presidente Paul Kagame, cuja presença sublinhou a importância estratégica do evento para o futuro do país.

Mais do que uma simples demonstração tecnológica, o voo simbolizou a visão ambiciosa de Ruanda para as suas cidades e para a sua economia. A iniciativa resultou de uma parceria entre o governo ruandês, a China Road and Bridge Corporation (CRBC) e a empresa chinesa EHang Holdings Limited, reflectindo uma cooperação internacional orientada para soluções inovadoras de mobilidade. Segundo Jimmy Gasore, Ministro das Infraestruturas, este momento representa um vislumbre de cidades mais conectadas, eficientes e ambientalmente responsáveis.

Com capacidade para percorrer até 30 quilómetros a uma velocidade aproximada de 130 km/h, o EH216-S é impulsionado por 16 motores elétricos distribuídos por oito braços, uma configuração que garante estabilidade e segurança. As autoridades acreditam que esta tecnologia poderá transformar profundamente o transporte urbano, reduzindo tempos de deslocação em cidades congestionadas como Kigali e contribuindo para a diminuição das emissões de carbono.

Para Huang Qilin, director-geral da CRBC em Ruanda, o projecto é também um símbolo da cooperação de longo prazo entre a China e os países africanos, particularmente no desenvolvimento da chamada “economia de baixa altitude”. A experiência acumulada em regiões da Ásia e do Médio Oriente serviu de base para esta demonstração em solo africano, alargando a presença global da aviação autónoma.

Este avanço não surge de forma isolada. Ruanda tem vindo a afirmar-se como líder em inovação aeronáutica, sendo pioneiro na utilização de drones para entrega de medicamentos e no investimento em mobilidade elétrica, incluindo autocarros elétricos e infraestruturas de carregamento. A introdução de drones autónomos para transporte de passageiros é, assim, o capítulo mais recente de uma estratégia consistente e visionária.

Num contexto global em que os chamados “táxis voadores” ganham destaque na China, nos Emirados Árabes Unidos e em algumas regiões da Europa, Ruanda posiciona-se agora entre os pioneiros mundiais. Este voo histórico não só projecta o país no mapa da inovação tecnológica, como também sinaliza a entrada de África numa nova era da mobilidade urbana, onde o futuro já começou a levantar voo.

Fontes: Cio Africa, Newflash Africa e African hype medea

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